Daniel Capanga leva público à nostalgia pop-punk


Músico lançou com o Mars Addict um dos melhores discos do gênero esse ano


A química entre os integrantes do Mars Addict é notada em seu último lançamento, o full album "Lamecoaster". A banda paulista de pop punk/punk rock sempre priorizou as composições próprias, feitas pelos guitarristas e vocalistas Daniel Capanga e Drix Barsali, arranjadas com ajuda do baixista Rolf Amaro e baterista Rodrigo Araújo

Daniel Capanga compõem um pop punk exato, e feito para tocar em rádios e para um público de massa. 

O músico combina de forma perfeita ritmos rápidos, guitarras elétricas distorcidas e acordes com melodias influenciadas pelo pop e um estilo de voz marcante. Mars Addict é aquela banda para se ouvir em momento de estresse, perfeito para extravasar e cantar junto. O trio combina de forma categórica a intensidade do punk rock e a melodia dançante do rock and roll. 

Conversamos com o músico sobre influências musicais, trajetória, backline e outras curiosidades. Confira.

Você e o Mars Addict apresentam uma criatividade e empolgação fora do comum. Como que funciona a parceria de vocês como músico e amigos dentro do projeto? Como começou essa parceria?
Capanga: Criatividade e empolgação são duas coisas que fazem parte de minha personalidade. Quando tinha 12 anos, comecei a tocar guitarra e eu gostava mais de inventar minhas próprias músicas do que aprender alguma já existente, então sempre exercitei esse lado meu. Não acho que foi sorte achar pessoas parecidas para formar o Mars Addict. Antes da banda existir eu já havia construído uma relação de trabalho e parceria com cada um. Quando tinha meus 13 anos de idade, já me encontrava como Rolf para tocarmos violão juntos e fomos desenvolvendo nossas habilidades e criatividade juntos. O Rodrigo trabalhou por anos comigo na área de VFX, e graças a isso criamos um grande laço de parceria e cumplicidade. Drix e eu nos conhecemos em 2010, quando fui chamado para tocar em uma banda com ele através de um grande amigo em comum, o Marcio Chahad, que infelizmente veio a falecer. A química entre mim e o Drix foi instantânea. Temos uma facilidade assustadora de trabalharmos juntos e fizemos isso em diversos projetos. Poderia montar 100 bandas, o Drix estaria em todas elas. Drix se mudou para a Itália e se tornou um membro à distância, pois ainda continuamos trabalhando juntos nas composições da banda.

Dentro do cenário do rock, punk rock e pop punk brasileiro, você costuma acompanhar bandas com trabalho autoral? E sobre as estrangeiras, alguma atual que tenha lhe chamado a atenção ultimamente?  
Capanga: Acompanho uma porrada de bandas nacionais. Acho triste ouvir pessoas dizerem que o rock morreu ou que não existem mais bandas boas. Temos bandas fodas dando aula de criatividade do norte ao sul do país. Bandas como: Concrete Monkeys, Backdrop Falls, Surra, Flicts... Poderia passar o dia citando bandas brasileiras que me enchem de orgulho.

Internacionalmente, costumo ouvir muitas bandas e gosto sempre de ouvir coisas novas. O que mais tenho nos últimos tempos é o álbum novo do Screeching Weasel e Against me! Sinto uma honestidade absurda nas letras do Against me! Então é uma banda que me emociona bastante e estou sempre ouvindo

Que dica você daria a músicos brasileiros da cena, que tem medo de experimentar e inventar coisas novas em suas músicas?
Capanga: Sua música é sua forma de expressão. Se você mudar sua forma de se expressar por  medo de não agradar alguém, sua música nunca será 100% honesta.

Qual modelo e marca de guitarra, cordas e amplificador você usa? Conta pra gente a relação de amor com seu instrumento.
Capanga: Tenho a sorte e felicidade de ter a guitarra dos meus sonhos. Uso uma Gibson Les Paul Traditional Pro II e amo absolutamente tudo sobre ela. Batizei ela de Ramona Flowers, em homenagem aos Ramones e a personagem com mesmo nome do livro Scott Pilgrim.
Uso cordas Ernie Ball 0.10 e meu amplificador é um Boss Katana, gosto do seu timbre e o fato de ser fácil levar ele para os shows.

Quais são as suas maiores influências musicais? Pra você qual é o maior guitarrista e frontman de todos os tempos?  
Capanga: Minhas bandas preferidas sempre foram os Ramones, Beatles e Misfits, e sempre levo um pouco dessas bandas em minhas músicas. Mas gosto desde música pop até trash metal e tudo isso vira influência. Eu admiro vários guitarristas, provavelmente o Olga do Toy Dolls e meu preferido. O frontman que mais admiro é o Billie Joe Armstrong. Sua capacidade de dominar o palco e conduzir a multidão em um show de 3 horas é de outro planeta.

Suas linhas de guitarra apresentam combinação de tempos rápidos do punk, influências de pegada pop e muita emoção. Como se dá o processo de criação e composição das suas linhas de guitarra nas músicas do Mars Addict?
Capanga: Enquanto estou compondo me preocupo em que tudo tenha um propósito, e que cada nota ajude a construir a narrativa que estou buscando. Acho que somente assim é possível tocar as pessoas com minha música.
Como sou fanático por Punk Rock, gosto que as músicas transmitem muita energia sempre me preocupando em manter o equilíbrio entre velocidade e melodia.

Como a música surgiu em sua vida?
Capanga: Minha mãe sempre teve um ótimo gosto musical. Cresci ouvindo Elvis, Beatles, The Platters, Simon and Garfunkel etc...
Quando eu tinha 12 anos, meu irmão, que tinha 16, ganhou um violão e em seguida uma guitarra. A gente brigava muito nessa época e ele não me deixava usar as coisas dele, então eu ficava vendo ele tocar e toda vez que ele saia de casa eu passava horas imitando os acordes que via ele fazendo. Basicamente aprendi a tocar dessa maneira.
Em poucos meses eu já sabia tocar o álbum Loco Live inteiro. Fantasiava que eu era o Johnny Ramone e tocava junto com o disco do começo ao fim, fingindo estar no palco. Guardo essas lembranças com carinho.

Qual foi o melhor show da história do Mars Addict? conta pra gente. 
Capanga: Estamos sempre melhorando nossos shows, então sempre acho que o último foi melhor que o anterior. Mas o meu show preferido foi o nosso primeiro. Ele foi no M6 Studio. Foi um pocket show para poucas pessoas mas foi muito especial pelo fato de sentir que naquele dia o projeto ganhou vida. E a recepção de quem estava lá foi incrível

Qual é a sua faixa favorita da banda?
Capanga: Essa pergunta é muito difícil. É como dizer que você tem um filho preferido hehehe.
Mas se tiver que escolher, acho que a resposta seria a música Chibi. Fiz ela para minha esposa e adoro a letra desta música.


Confira o disco do Mars Addict "Lamecoaster": https://bit.ly/2RxiSIp  

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Fonte: Collapse Agency
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