O punk rock interespacial do Mars Addict


A banda de pop punk/punk rock Mars Addict lançou recentemente seu primeiro álbum, "Lamecoaster", pelo selo Electric Funeral Records.


Conténdo 10 faixas que vão do ritmo de baile dos anos 60, ao hardcore e a intensidade do punk rock e pop punk, Mars Addict, sem dúvida apresenta um dos melhores discos nacionais do gênero e com certeza irá integrar diversas listas de melhores do ano em 2020. 

O repertório intenso da banda vem sendo lapidado com composições próprias, feitas pelos guitarristas e vocalistas Daniel Capanga e Drix Barsali, arranjadas com ajuda do baixista Rolf Amaro e baterista Rodrigo Araújo.  O trio segue uma temática interespacial, então é como se as letras ao mesmo tempo refletissem insatisfação com este planeta e a esperança com outro melhor. 

Conversamos com a banda sobre trajetória, influências musicais, processo de composição e outras curiosidades. Confira!

De onde vem nome “Mars Addict"?   O que levou a banda a esse nome?  
Capanga: Certo dia, eu estava passando pelo minhocão, famoso viaduto de Sao Paulo, e viu um prédio grafitado de longe. No grafite tinha a frase "A ARTE RESISTE"; eu  estava sem óculos e achei que estava escrito "Marte Resiste". Achei que daria um ótimo nome para a banda que tinha acabado de formar. Como as letras da banda são em inglês, acabou ficando Mars Resists, que não é sonoro nem de fácil pronúncia no Brasil. Então mudamos o nome para Mars Addict, já que todos os integrantes gostam de sci-fi e do espaço.

Quando e como se deu o surgimento dela? 
Capanga: Eu  estava em um show do Teenage Bottlerocket, empolgado com o show e decidi que precisava montar uma banda nova. Fui pra casa decidido que faria isso nem que fosse sozinho. Não foi necessário, pois no dia seguinte fui novamente a outro show do Teenage Bottlerocket, e lá encontrei o Drix. A gente já tinha tido outras bandas juntos e sempre rolou uma química foda.  Empolgado também com o show ele falou para o mim que precisávamos  montar uma banda assim, e foi o que fizemos! Rodrigo trabalhava comigo e a gente ja tinha tocado em estúdio juntos. Sempre admirei como ele tocava. Muita energia e preciso como um relógio, logo ele foi a escolha óbvia para ingressar na banda. Rolf é um amigo de infância, tocávamos violão juntos todos os finais de semana. Me mudei aos 15 anos para Fortaleza e com o tempo perdemos contato. Mesmo depois de ter voltado para São Paulo, demorou para nos reencontrarmos. Isso foi acontecer por acidente  em um show do Zumbis do Espaço no Hangar 110, bem na época que estava montando o Mars Addict. Apesar do Rolf ser originalmente um guitarrista, achei que ele ia cair como uma luva na banda. Falei com os caras sobre ele e na semana seguinte liguei pra ele e fiz o convite. Ele aceitou de prontidão, mesmo não tendo um baixo (Risos). 

A banda acaba de lançar disco. Como foi o processo de composição e gravação do material?
Rolf: O Mars Addict tem a sorte de ter dois compositores muito talentosos na banda, os vocalistas e guitarristas Daniel Capanga e Drix Barsali. Eles produzem constantemente, tocamos música própria desde o primeiro ensaio. Por questões financeiras e para não correr à toa, fomos gravando as músicas por etapas: duas músicas para o EP Starter Pack, um single natalino, mais 3 músicas para o EP Drix Goes to Italy e reunimos todas com outras 4 inéditas para finalmente lançar o LAMECOASTER. 

Qual o recado que o disco passa? Suas letras passam uma mensagem muito forte, de onde vêm as ideias para as composições? Existe alguma composição que é mais especial para vocês? 
Rolf: A banda tem uma temática , então é como se as letras ao mesmo tempo refletissem insatisfação com este planeta e a esperança com outro melhor. São dez faixas que vão do ritmo de baile dos anos 60, como em Scared 2 e Snowboarding With My Dealer, ao hardcore One Heartbeat, um hino pró-união e tolerância. Tem a trilha sonora do apocalipse zumbi, Chainsaw Hedgemaze Mayhem. Há também espaço para os sentimentos, seja saudade da escola (Back to School), saudades dos que já se foram (In My Head), o amor quando está no auge (Chibi e Not Your Song) e quando está no fim, como na faixa-título e na I'm Not Ok. A minha preferida é a I'm Not Ok, mas isso muda de tempos em tempos, estamos muito orgulhosos com o disco todo. 

Quais as bandas e fontes artísticas que inspiram o som da banda?
Rolf: O Mars tem dois pilares em que se apoia: a intensidade de bandas Punk como RAMONES, RANCID, SCREECHING WEASEL, GREEN DAY, TEENAGE BOTTLE ROCKET, QUEERS, INOCENTES, FLICTS e a melodia de bandas da origem do Rock'n'Roll, como BEATLES e ROLLING STONES. 

Como que vocês estão lidando com a pandemia de covid 19? Que tipo de interação a banda esta tendo com o público nesse momento de quarentena?
Rolf: Estamos respeitando a quarentena e tomando todo cuidado para evitar a contaminação, não tem conversa. Por questões burocráticas, o disco saiu em data diferente da programada, quando saiu, questões pessoais impediram a banda de estar mais comunicativa. Agora estamos espalhando a palavra através da imprensa. Muito obrigado pela ajuda.

Quais os planos para 2020?
Rolf: Encontrar meios para dizer ao mundo que LAMECOASTER vale a audição pois todas as músicas tem potencial de single. Ouça e diga se é mentira! Ao mesmo tempo, vamos fazer os acabamentos do segundo disco, que já está quase todo composto.


Confira "Lamecoaster": https://bit.ly/2RxiSIp 

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Fonte: Collapse Agency
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