A bateria explosiva e alternativa de Alê Cruz, do duo de stoner e alt rock Wolf Among Us


Músico faz parte de projeto musical inovador e de alta qualidade 


A química de Alê Cruz e Robin Wolf, do duo de stoner e alt rock Wolf Among Us é imediatamente notada em sua primeira batida e acorde.

A banda que tem o stoner rock como ponto de partida, não deixa de explorar influências de diversos gêneros musicais em seu processo de composição, apresentando assim uma sonoridade peculiar e única, com riffs marcantes de guitarra e pegada visceral na bateria. 

Alê Cruz é músico de mão cheia, que faz uma fusão perfeita do rock pesado e retrô setentista, navegando também de forma inovadora com suas composições pelo pop experimental, grunge e psicodélico. 

Dono de uma energia que transborda e nos emerge para uma outra dimensão ao tocar ao vivo, o baterista é hoje um dos grandes nomes da cena alternativa, se consagrando a cada lançamento do Wolf Among Us como um músico que não tem medo de transformar o inesperado em um projeto musical inovador e de alta qualidade.

Conversamos com baterista sobre carreira, influências musicais, modelo de bateria e outras curiosidades. Confira!

Você e o Robin Wolf apresentam uma dinâmica incrível no palco. Como que funciona a parceria de vocês como músico e amigos dentro do projeto? Como começou essa parceria?
Ale: A parceria como músicos acontece de maneira muito natural. Gostamos de coisas parecidas e escutamos coisas parecidas, o que cria um vocabulário para a gente trabalhar, mas o mais importante é que temos objetivos parecidos, então tudo fica mais fácil e agradável! Agora, a parceria como amigos é o que faz toda diferença no envolvimento do projeto e da dinâmica no palco! Conheço o Robin há mais de duas décadas, mas apenas recentemente (alguns anos) tive o prazer de tocar com ele. Nesse período sem tocarmos junto, acompanhei os projetos que ele participava e tocava junto da cena de Sorocaba e sempre admirei muito a força de vontade e conhecimento dele! Quando começamos a ensaiar juntos, já havia uma "vibe" muito tranquila e gostosa pois estávamos entre irmãos e camaradas. Nesse dia, conversamos muito, e sobre várias coisas, durante um longo tempo, enquanto dávamos muitas risadas. Nossos ensaios são assim, mesmo que quando o tempo é curto. Prezamos por manter uma conversa em dia e batemos um bom papo.

Dentro do cenário do rock/stoner brasileiro, você costuma acompanhar bandas com trabalho autoral? E sobre as estrangeiras, alguma atual que tenha lhe chamado a atenção?  
Ale: Sim! Uma coisa que eu acho muito legal na Wolf é que sempre nos deixamos atentos à cena e aos novos lançamentos porque sempre é importante estar atualizado e em movimento. Sempre estamos na estrada ( pelo menos quando está liberado o livre trânsito de pessoas ) e encontramos essas bandas, que nos hospedam, armam shows e viram brothers! A gente escuta bastante Fodastic Brenfers, Polly Terror, Stolen Byrdrs, Slowner, Casquetaria, Tropical Riders, Disaster Cities, Mudness , Riffcoven, Universal Garden, Deaf Swan, Elephantus Duo e mais uma galera enorme aí! Vários sub-estilos do rock/stoner brasuca. Da gringa e da cena, escutei recentemente Sangue, um trio que fez tour pelo Brasil. Atualmente tenho ouvido Jinjer, não é um som exatamente stoner, mas acho que tem várias ideias em comum.  

Que dica você daria a músicos brasileiros da cena rock/stoner/grunge, amadores ou profissionais, que tem medo de experimentar e inventar coisas novas em suas músicas?
Ale: Conversem bastante entre a banda. Definam ideias e dialoguem sobre as estratégias e dinâmicas para se atingir essas ideias.  Desde o começo da banda, nós conversamos sobre a vontade de deixar as músicas mais técnicas e com timbres e camadas sonoras novas. No início era inviável a gente começar dessa maneira, mas sempre mantivemos esse objetivo. Hoje conseguimos experimentar coisas de maneira sólida, graças aos degraus que seguimos nessa estratégia. Do ponto de vista criativo, é importante ouvir de tudo sem preconceito, do brega-funk ao metal melódico e assimilar que tipo de linguagem você quer transmitir. Eu percebo que o Robin gosta e quer transmitir o mesmo tipo de linguagem que eu pretendo, então experimentamos parecido.

Qual modelo e marca de bateria, pele, baqueta e estantes que você usa? Conta pra gente a relação de amor com seu instrumento.
Ale: Eu tenho a mesma bateria desde sempre: uma Mapex Venus Series com um furo só no casco do bumbo para suporte de tons. Ganhei em um concurso do site da MTV há uns 20 anos atrás. Hoje uso somente um tom de 14” surdo de 16” e bumbo de 22”. Ela é uma bateria de casco grosso então tem um som bem massa para os médio-graves e graves (bem rock ‘n’ roll). A minha caixa é meu xodó e é uma Tama 14”x8” (beeeemmm grave) com aros die cast e 10 afinações. Os pratos eu gosto muito das linhas da Sabian: uso um Stage Hi-Hat 14”, um Crash Vault Jojo Mayer 19” e um Dry Bell Ride de 21”. Comumente uso um Crash Zildjian Z 19” um Splash Orion 12” com uns pratos quebrados para efeitos sobre a bateria. Na caixa gosto de usar peles da Evans Power Center Dot ou Ambassador, e Peles hidráulicas da Evans nos tambores. Eu quebro muitas baquetas então uso em shows uma marca bem barata (tipo R$8 o par) chamada Master que não tem tamanho específico mas se enquadra mais em uma 5B, o que me agrada pois gosto de uma bateria um pouco mais pesada para tocar trechos rápidos e com muita dinâmica. 

Quais são as suas maiores influências musicais? Pra você qual é o maior baterista de todos os tempos?  
Ale: Acho que conforme a gente envelhece, vai mudando as influências, o que quer dizer e como! Atualmente tenho ouvido muito Tool, Mastodon, Gojira, Opeth, Hellacopters, além das bandas da cena. Curiosamente, eu curto ouvir RAP e ouço bastante Racionais MC’s e Eminem. Eu admiro muitos bateristas, nos últimos tempos estou acompanhando o trabalho do Brann Dailor (Mastodon) e do Mario Duplantier (Gojira), mas para mim o melhor baterista de todos tempos é o John Bonham (Led Zeppelin).

Suas linhas de bateria são perfeitamente executadas, demonstrando técnica, controle e muita emoção ao tocar. Você sempre compõe e cria as músicas pensando de forma analítica ou elas acabam saindo naturalmente desse jeito?  
Ale: Elas vão se construindo com o tempo e depois de várias repetições. Eu tenho algumas ideias que acumulo de ouvir coisas novas, ou mesmo re-escutar coisas antigas e penso em uma maneira de colocar isso em um formato de groove. Quando o Robin apresenta um riff ou até uma ideia completa, eu tento entender o que ele quer dizer e quais sentimentos a música deve incorporar [ se a música precisa ser densa, ou se precisa ser rápida, ou se precisa ser caótica…]. Aplico as ideias que eu havia tido nesse contexto e crio um esboço da música. Sempre gravamos nossos ensaios, e depois escutamos depois para dar uma lapidada nas ideias ou até organizar diferente. Sendo assim, acho que a primeira é mais orgânica e geral , enquanto a segunda é mais analítica e específica. 

Como a música surgiu em sua vida?
Ale: A bateria ganhei com 14 anos mas meus pais contam que eu batuco nas coisas desde muito bebê e sempre adorei a rítmica. Num aniversário de um colega de classe veio a ideia de fazer um ensaio, afinal todos nós sabíamos de cor as músicas do Nirvana. Não éramos bons musicistas mas tínhamos muita vontade. Desde então não parei de ter bandas e participar de shows e projetos.

Tem algum show na história do Wolf Among Us que você ache que foi o melhor show? Algum em especial que sempre lembrará?  
Ale: O show de lançamento do nosso EP tem um gosto muito importante pois representa toda uma trajetória de 2 tours, de muitos ensaios, de muito aprendizado e amizade. Estivemos ao lado de duas bandas parcerias e tivemos casa cheia na Deaf Haus, aqui em Sorocaba

Quais os planos para 2020?
Ale: Acabamos de soltar um clipe com imagens da nossa tour pelo Sul, captada pelo videomaker Al Passini e estamos gravando um  Álbum, que vamos divulgar através de Singles muito em breve. Paralelamente, os ensaios estavam sendo para prepararmos um novo show, com novos VST e introduções, além de outros timbres. Shows esses que queremos muito apresentar em breve, quando tudo isso passar! Até lá, estamos em casa pensando nas estratégias

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Fonte: Collapse Agency
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