Pulso de Marte, dando força e visibilidade na representatividade feminina na música


Durante muito tempo a cena musical limitou espaços a mulheres, mas a representatividade, força e talento delas se sobressai a cada dia, articulando assim momentos gloriosos para as minas na música. Pulso de Marte, entra no páreo como uma das grandes revelações do rock alternativo de 2020, projeto liderado por duas mulheres; Nathália Rebouças e Leticia Monteiro. As musicistas se destacam não só por sua presença feminina, mas por suas composições, linhas vocais e de guitarra, quanto na originalidade abordada em sua música. 

Dos sonhos de Nathália Rebouças para o mundo real, a Pulso de Marte procura ter uma música com muita personalidade misturando indie, pop rock, MPB, hardcore até a música alternativa.  O duo lançou recentemente o EP intitulado "Marte é Mulher" em todas as plataformas de streamings via Electric Funeral Records. O novo material foi produzido dentro do laboratório de Música do Porto Iracema das Artes, com a tutoria de Raquel Virginia (As Bahias e a Cozinha Mineira), a primeira mulher trans indicada ao Grammy Latino

Conversamos com a banda sobre influências musicais, processo de composição, trajetória e outras curiosidades.  

De onde vem nome "Pulso de Marte"?   O que levou a banda a esse nome?  
Veio através de um sonho que tive, onde pulso de marte era um objeto que nos ajudaria a conquistar objetivos naquele sonho, nomes que juntos no mundo real aparentava não ter sentido, encontramos na astrologia que tais palavras imprimiam coisas contrárias ao que somos. Marte representava o masculino, sentimentos impulsivos e agressivos. Mas escolhemos ficar com o nome pelo seu significado no sonho, o objeto que ti leva a conquistas, depois em pesquisas percebemos que, segundo a mesma astrologia, Marte também imprime sentimentos de autorrealização, independência e perseverança para conquistar seu sonhos. Achamos que foi algo providencial.

Como se deu o surgimento dela?
Eu e Letícia Monteiro nos conhecemos na cidade de Fortaleza- Ce, através de amigos em comum, a paixão pela música nos uniu e vimos que precisávamos fazer música juntas. Surgiram outros projetos até que decidimos que era o momento de deixarmos as coisas mais sérias. Em 2014 recebemos a Pulso de Marte como projeto de vida. 

O Pulso de Marte atua como um duo ou como um grupo musical formado por outros músicos além de vocês?
-Lá em 2014 éramos banda, até o ano de 2019. Entramos na Escola Porto Iracema das Artes, passamos 7 meses pesquisando e criando esse novo trabalho Marte é Mulher, foi aí que vimos que fazia mais sentido pra nós reconhecermos e assumirmos que esse projeto somos nós duas. Hoje a Pulso de Marte é um duo.

A banda acaba de lançar material novo.  Como foi o processo de composição e gravação das faixas?
Fomos selecionadas para para desenvolvermos um projeto no Laboratório de Música do Porto Iracema das Artes. Lá trabalhamos processos de composição, pesquisamos referências, junto a nossa tutora Raquel Virgínia (vocalista da banda As Bahias e a Cozinha Mineira). Pesquisamos muito a música e os movimentos de mulheres e outras minorias nos anos 60 e 70. Isso para falar de nós, mulheres no rock, que desde o começo lidamos com a subestimação por sermos mulheres tocando guitarra. Nesse EP, falamos de defender o direito de estarmos em qualquer espaço,  que não precisamos sermos fortes sempre, falamos que queremos liberdade pra amar. 

O último ep lançado foi muito bem recebidos. Podemos esperar full álbum em breve?  
As pessoas podem esperar que ainda temos o que falar sobre Marte é Mulher. Como vamos falar, ainda estamos estudando as possibilidades.

Suas letras passam uma mensagem muito forte, de onde vêm as ideias para as composições? Existe alguma composição que é mais especial para vocês?  
O que vivemos na pele, experiências de outros, estamos na vibe de falar de coisas do mundo real. A composição mais especial pra gente é Abajur Laranja. A Leticia Monteiro compôs no início do nosso relacionamento, que já dura a quase 7 anos, fez todo sentido pra gente trazer essa música lá de trás pra esse momento, onde queríamos falar sobre nós. 

Quais as bandas e fontes artísticas que inspiram o som do Pulso de Marte?
Warpaint, Paramore, Pink Floyd, Rita Lee, Gal Costa, Pitty. Somos influenciados por diferentes gêneros musicais e épocas, cada um contribuindo de uma maneira. 

O quão significativo foi para a banda atuar em um projeto liderado por mulheres?
É desafiador, mas é bonito ver a sororidade que há dentro do rock. As mulheres se defendem, se apoiam. E quando alcançamos voos mais altos, estamos incentivando outras a tentarem também. Quando outros homens ou mulheres vem tocar com a gente, acho que eles tem a noção de estarem fazendo algo importante, além só de tocar, estão dando visibilidade; gerando representatividade. 

Como que vocês estão lidando com a pandemia de covid 19? Que tipo de interação a banda esta tendo com o público nesse momento de quarentena?
Estamos muito preocupadas, com a saúde de todos e também com os efeitos socioeconômicos disso, mas nos cuidando, no isolamento social. A grande questão é tentar ao máximo manter nosso lançamento aquecido. Estamos fazendo stories, conversando mais com as pessoas, interagindo mais. Vamos fazer lives, mas não gostamos fazer nada de qualquer jeito, estamos planejando algo bem legal pra entreter a galera e eles curtam como se tivessem juntos mesmo.

Quais os planos para 2020?
Precisamos sair com o nosso novo trabalho, e acredito que isso só será possível em 2020. Ainda vai ter mais de Marte é Mulher, vai ter show de lançamento, clipe e após isso vamos rodar por aí com o nosso EP. 

Confira “Marte é Mulher”: https://spoti.fi/2TOLwX2  

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FonteCollapse Agency
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