"Storm Ahead", primeiro disco da AlphaJorge, está em todas as plataformas digitais

Crédito Laís Welter
Grandioso, magistral, irretocável (insira qualquer superlativo aqui). “Storm Ahead”, álbum de estreia da AlphaJorge, de Florianópolis, que foi disponibilizado nas principais plataformas de streaming no dia 9 de novembro, é antes de mais nada, uma afirmação. O resultado obtido nos nove meses – fevereiro a outubro – de trabalho no estúdio Calamar Sounds, sob a batuta do produtor Júlio Miotto (La Leuca, Muñoz, Disaster Cities, entre outros), impressiona quem nunca ouviu falar na banda. O material surpreende ainda mais em se tratar de um grupo que teve início em 2015 e passou por algumas transformações até chegar ao rock progressivo imponente de “Storm Ahead”, um clássico instantâneo. 


As sete músicas que constituem o álbum, incluindo duas faixas com mais de 12 minutos, com exceção da voz rasgada e cheia de emoção do vocalista, guitarrista e tecladista Arthur Rodrigues, em quase nada lembram o EP “Island House”, lançado em 2017. A transição do blues e hard rock na linhagem das jam bands para um som mais complexo é reflexo da tão sonhada busca pela identidade própria que todas bandas correm atrás, mas poucas, de fato, chegam no objetivo. E o processo de maturação da proposta artística da AlphaJorge, que incluiu mudanças na formação, se reverteu em um disco redentor, melancólico e de raro apuro técnico.

Rodrigues, acompanhado por Nicholas Medeiros na guitarra, Thiago Darós no baixo e na flauta e Diego Rapoport na bateria, contou com convidados de peso para conferir o refinamento necessário às composições. Participaram das sessões Marcio Bicaco (vibrafone em “Raven”), Paulo Zanetti (saxofone em “Hidden Garden) e José Victor Corato (piano em “Halfway to the Light [Reprise]). O produtor Júlio Miotto, além de ter sido o responsável pela captação, mixagem e masterização, também contribuiu com vocais de apoio na faixa-título. A participação do produtor foi decisiva para o produto final.

Conseguimos experimentar bastante na parte das vozes: todas as músicas têm backing vocal e em três delas construímos os arranjos no estúdio. Abusamos de efeitos, na faixa “Storm Ahead” a introdução é ao contrário, por exemplo. O Júlio também nos forçou em termos de timbres, de execução e nos deu algumas ideias. Foi interessante ver alguém que está de fora dizendo o que precisávamos melhorar. Muitas vezes fiz um solo que não gostei, ele bancou e deu certo. Isso fez muita diferença”, afirma Arthur Rodrigues.

Apesar de toda a experimentação em estúdio, o grupo teve o cuidado de criar uma obra capaz de ser reproduzida nos palcos, que fosse fiel ao que a AlphaJorge apresenta ao vivo. “E ao mesmo tempo, esse acréscimo na complexidade das músicas fez com que tivéssemos que trabalhar bem mais em conjunto com o produtor. Trabalhamos bastante tempo na concepção das músicas, ensaiando, tínhamos uma noção do que era ao vivo e como conseguiríamos reproduzir em estúdio. Tentamos fazer algo coeso, interessante, mas que conseguíssemos tocar”, completa o vocalista.

Ouça "Storm Ahead":
https://www.youtube.com/watch?v=X_reSDxJdnc
https://open.spotify.com/album/7vRMInbNpX1GA5oYqC1J0s?si=NZP4UsLfRCmUFaACGAo2Ew 

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Fonte: www.rifferama.com
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