Sebastian Carsin: a importância da produção musical na gravação

Imagem: Ricardo Janke
Assim como um treinador está para um time de futebol, um produtor musical está para uma banda em processo de gravação. E para um grupo sem experiência em estúdio, este pode ser o fator determinante para o seu êxito ou fracasso em tentar gravar um single, EP ou álbum. Deixar os músicos a vontade e extrair o melhor de cada integrante é a principal função de Sebastian Carsin, músico multi-instrumentista, técnico de som e produtor musical no seu estúdio, o famoso Hurricane.

Muitos grupos, após passarem por experiências traumáticas com produtores, decidem se autoproduzir e o resultado segue o mesmo, a gravação continua com baixa qualidade. Isso acontece porque nem todos os que possuem estúdios de gravação, são realmente produtores musicais. E quando os membros de uma banda decidem fazer por conta própria, falta o olhar de fora, o domínio das ferramentas de gravação e a orientação que pode transformar a canção em algo maior e mais trabalhada do que a ideia original.

Muitas vezes, o músico toca o mesmo som por anos e não percebe que determinada nota está errada naquela harmonia, ou um arranjo não funciona. Nesses casos, cabe ao produtor orientar, demostrar com humildade a forma correta, para que isso não trave a performance do músico” – destaca Sebastian.

Formado como técnico de som e produtor musical pela Instituo REC, de Ohio (E.U.A), Sebastian foi o guitarrista e líder da banda uruguaia de Death Metal, Ossuary, com quem lançou dois álbuns e diversas demos, entre a década de noventa e metade dos anos 2000. Com turnês por toda a América do Sul, o tempo com a banda possibilitou que Sebastian adquirisse muita experiência em todos os aspectos que abrangem a carreira musical, fator determinante para compreender o que os grupos procuram, quando decidem gravar um material.

A versatilidade e profissionalismo do produtor faz com que bandas de diversos estilos o procurem. Assinando a produção, mixagem ou masterização de grupos de metal extremo, como a Horror Chamber, Havok 666, Cauterization, até bandas clássicas do Rock Gaúcho, como a Acústicos & Valvulados. Além de ser requisitado por bandas internacionais, como The Royal Thieves (Uruguai) e Verthebral (Paraguai). Até mesmo para remasterizar discos antigos, de bandas do calibre de Psichic, Possessor, Panic e Posthomous.

Radicado em Porto Alegre há mais de 15 anos, Sebastian procura mesclar a tecnologia e suas principais ferramentas, com a forma orgânica de gravar, com cada músico buscando o seu timbre, utilizando instrumentos reais, sem espaço para programação digital. “Temos que buscar a melhor tecnologia para captar e editar as gravações, mas nada substitui o lado humano, o feeling, a forma de tocar de cada instrumentista. Sem isso, a música fica sem alma” – afirma Sebastian.

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Fonte: Insanity Records
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