Loneraven: quebrando padrões dentro do Djent


Conversamos com o trio que segue na quebra de paradigmas dentro do gênero

A banda Loneraven segue quebrando os padrões dentro do djent, metal e experimental com o seu último trabalho, o full album intitulado "Absolute Dark" lançando em todas as plataformas de streaming via Electric Funeral Records.

Abraçando a escuridão de forma inesperada e tendo suas composições baseadas em um personagem fictício, suas músicas contam com variáveis marcadas por uma complexidade nos riffs, rítmicas alucinantes, navegando entre a agressividade do extremo e a suavidade do melódico.

A banda que surgiu em Agosto de 2017, em um projeto iniciado por Caio Fiuza e Jessé Cerqueira (ex-The Last 4 Things) e Pedro Villa Nova (ex-We Are The Revenge), após um período de conversas definições sobre seus primeiros passos, iniciaram-se as gravações de “Absolute Dark”, o primeiro CD da banda. Durante o processo de gravação, o baixista Thiago Raphael (ex-Harmônico 3) se juntou ao trio. Herberto Neto ( We Are The Revenge e Troia) se junta a banda logo depois para somar com a ausência física do Jessé Cerqueira, que reside em outro estado. 

Conversamos com a banda para entender a ideia por trás do personagem fictício, processo de composição, influências e metal alternativo no Brasil.

Toda banda tem sua influência. Vocês se inspiram em alguma banda?
Tivemos várias referências ao logo do caminho. De primeiro momento, tivemos Deftones, ERRA, Tesseract, um pouco de Breaking Benjamin e Northlane. A gente buscou, nesse primeiro trabalho, fazer uma “salada mista”. Mesclamos peso, com vocais expressivos nos guturais e os riffs marcantes, com leveza nos melódicos e ambiências.

De onde vêm esse nome “Loneraven”? O que levou a banda a esse nome?
A ideia do “corvo solitário” veio quando juntamos integrantes de projetos que tinham terminado e basicamente trilharam seus caminhos sozinhos. O corvo é um pássaro que não anda em bando, ele voa sozinho. Além disso, lemos sobre o império chinês, onde nas vestes do Imperador, havia um corvo de três patas, representando a figura do mesmo e as atividades durante o nascer do Sol, o Zênite e o Sol poente. Fizemos a inversão e colocamos nas canções, o Sol poente, a meia-noite e o sol nascente, abordando a escuridão. Por isso, temos Nightfall, Midnight e Dawn, sendo a primeira, do meio, e última canção do CD.

Suas letras passam uma mensagem muito forte, de onde vêm as ideias para as composições? Existe alguma composição que é mais especial para vocês?
No nosso primeiro trabalho, o álbum “Absolute Dark”, fizemos canções que refletem as atitudes do personagem fictício: o serial killer Loneraven. Desde seus pensamentos mais profundos, até seu momento de ira e explosão. Tenho um carinho muito grande por In The Woods mas, principalmente, Deep Blue. Essa faixa mexe muito comigo emocionalmente. Foi uma composição muito bem pensada pelo Caio e o Jessé, que são os compositores dela. Retrata pensamentos e sentimentos pesados, alguns traços de uma “fuga” de seu próprio caos e a busca por luz e paz interior.

De quem é a arte da capa do Disco e por que escolheram esse artista?
A artista é a Alena Miklos. Eu, Pedro, tive um sonho uma vez onde via uma floresta com uma cabana abandonada e um corvo na janela. Adaptamos o sonho e fizemos a arte com o serial killer incluso nela. O trabalho ficou espetacular! Parabéns, Alena, e obrigado!

Como surgiu a ideia de fazer um disco composto através de um personagem fictício? Como foi o processo de escolha dos envolvidos em cada track do disco?
Sempre pensamos em algo conceitual. A ideal do serial killer poderia trazer uma narrativa mais pesada ao conceito do trabalho proposto. Gabriel, vocalista da Triunfe, tem berros bem expressivos e achamos que encaixaria perfeitamente com a canção escolhida. Amanda, por outro lado, tem uma voz leve, suave, melódico muito limpo. Encaixou exatamente com o contexto da “Dawn”. 

Como a banda vê a importância da música alternativa no país?
Deve ser repensado. Muitas bandas trabalham demais para trazer um estilo/vertente musical que tem um público restrito e são pouco valorizadas. Além disso, surgem pouquíssimas oportunidades de divulgação de seus respectivos trabalhos. A música alternativa ainda tem força com esse público e são eles que conseguem manter nossos sonhos vivos. Diferentemente de muitos, queremos um trabalho sólido e nem pensado. Pensamos no público de forma qualitativa e não quantitativa. Além disso, as bandas do meio precisam parar com esse orgulho excessivo e o ego inflado, e começar a pensar em união ao invés de segregar. Resistiremos!

Há espaço para o djent e experimental no Brasil?
Sempre há espaço para novas oportunidades e estilos diferentes do metal. Ainda que aqueles que nos acompanham e admiram estejam em número reduzido, a música, de uma forma geral, é uma expressão de arte extremamente trabalhada e suscetível a mudanças, atualizações e experiências diferentes. O brasileiro que valoriza tanto o artista lá de fora, poderia pensar um pouco no trampo da galera daqui pra dar um “up” na carreira daqueles que correm atrás desse sonho. O público, os fãs, esses sim são nossa maior força.


Confira aqui o album "Absolute Dark":
https://sl.onerpm.com/9920390500  

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Fonte: Collapse Agency 
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