Metal Allegiance - “Volume II: Power Drunk Majesty” (Nova York/USA) (Álbum) (Nacional - 2018) (Shinigami Records/Nuclear Blast Brasil) - CANGAÇO RÁDIO ROCK

Metal Allegiance - “Volume II: Power Drunk Majesty” (Nova York/USA) (Álbum) (Nacional - 2018) (Shinigami Records/Nuclear Blast Brasil)


Falar sobre os chamados “Supergrupos” é sempre uma tarefa difícil, afinal o que falar a respeito de ídolos consagrados que decidem se juntar pra montar um projeto? Pois bem, vamos falar sobre a sonoridade por si só, por que competência os membros dos supergrupos tem de sobra. Pois bem, o Metal Allegiance é um projeto formado em 2014 por David Ellefson/baixo (Megadeth, entre outros projetos), Mike Portnoy/bateria (mais conhecido pela participação no Dream Theater), Alex Skolnick/guitarra (testament, entre outros projetos) e Mark Menghi/baixo, esses são os membros fixos nas gravações em estúdio, ao vivo a banda conta com a participação de Mark Osegueda (Death Angel) nos vocais. Como quase todo mundo sabe, o projeto surgiu como um tributo ao metal, tocando hinos consagrados e contando com a participação de várias personalidades, os shows são uma verdadeira festa. A banda lançou em 2018 o segundo álbum de estúdio intitulado “Volume II - Power Drunk Majesty”, contendo 11 faixas, a sonoridade é um thrash metal moderno com muita pitada groove e o que diferencia é o fato de cada faixa ser cantada por um vocalista diferente.

O disco abre com “The Accuser” com Trevor Strnad (The Black Dahlia Murder) nos vocais, é uma das mais violentas do disco, riffs nervosos e pesados e frases rápidas, algo comum no estilo e um refrão imponente. Destaco também “Mother of Sin” sob o comando de Bobby Blitz (Over Kill), é um som que varia entre partes cadenciadas e violentas, riffs inspirados e bem na linha do som anterior, em algumas partes lembrando o Slayer. Quem fica responsável por “Terminal Illusion” é Mark Tornillo (Accept) e a sonoridade é bem na linha do Accept nos últimos discos, heavão com grandes riffs e solos. Com o passar das músicas pude perceber que a escolha dos vocalistas não é algo aleatório, o que eles fazem aqui também é incrementar elementos da banda ao qual o vocalista faz parte, como citado anterior com o Mark Tornillo, em “Voodoo of the Godsend” quem vocifera é Max Cavalera e os elementos tribais que permeiam pela música do Soufly e o Cavalera Conspiracy (a sonoridade como um todo lembra muito o soulfly) estão aqui presentes. “Liars & Thieves” é uma thrasão a lá Testament nas partes mais rápidas e quem comanda é Troy Sanders (Mastodon). E o vocalista Mark Osegueda (Black Angel) fica a cargo de dois poderosos sons: “Impulse Control” que se mostra mais um thrash metal com muita qualidade e agressividade e no groove metal de “Power Drunk Majesty (Part I)”. Outras participações são: Jonh Bush (Armored Saint) em “Bound by Silence”, Johan Hegg (Amon Amarth) em “King with a Paper Crown” e Floor Jansen (Nightwish) em “Power Drunk Majesty (Part II) ”; além dos vocalistas a festa ainda traz a participação dos guitarristas Andreas Kisser (Sepultura), Nita Strauss (Alice Cooper) e Joe Satriani.

Um álbum diferente de tudo que já ouvi e só o fato de todas essas participações citadas já vale a audição, afinal causa uma curiosidade ou não? Vale também salientar que a maioria das músicas são escritas pela banda e algumas são do vocalista convidado, como é o caso de “Voodoo of the Godsend”, ou seja, o participante tem total liberdade e influência nas músicas. Experiência única!


Músicas:
1. The Accuser
2. Bound by Silence
3. Mother of Sin
4. Terminal Illusion
5. King with a Paper Crown
6. Voodoo of the Godsend
7. Liars & Thieves
8. Impulse Control
9. Power Drunk Majesty (Part I)
10. Power Drunk Majesty (Part II)

Integrantes:
Alex Skolnick (Guitarra/backing vocals)
David Ellefson (Baixo/guitarra/backing vocals)
Mark Menghi (Baixo/backing vocals)
Mike Portnoy (Bateria)

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