Angra - “ØMNI” (São Paulo/SP) (Álbum) (Nacional - 2018) (Shinigami Records) - CANGAÇO RÁDIO ROCK

Angra - “ØMNI” (São Paulo/SP) (Álbum) (Nacional - 2018) (Shinigami Records)



Desde o “Temple of Shadows” (2004) que não ouvia um álbum completo do Angra, e com o Fábio Lione nos vocais ainda não tinha ouvido, até que sugiram os primeiros sons vindo de “ØMNI”, novo lançamento da banda e que me surpreendeu por tamanha majestosidade musical. De início os vocais já me prenderam a atenção, visto que o encaixe com a banda foi surpreendente, ao ponto do vocalista antigo não fazer falta (cada um tem sua personalidade vocal). Já no primeiro som, “Light of Transcendence”, a banda já mostra todo seu potencial, com uma levada rápida, riffs nervosos, ótimas frases, arranjos variados, muita técnica. Esse som é a prova que a banda continua viva e deveria ser motivo de orgulho pra todo banger brasileiro. “Black Widow’s Web” mesmo é uma demasia de criatividade, a banda conseguiu unir os vocais de Lione com a voz cristalina da Sandy (mesmo que ela tenha sido aproveitada apenas no início e no final da música) e os vocais ásperos/guturais de Alissa White-Gluz (Arch Enemy), aqui as bases são pesadíssimas e o refrão é magnífico (daqueles que grudam na mente). “The Bottom of My Soul” é peculiar por que mostra uma banda numa sonoridade mais light, porém o vocal bastante agressivo, interessante também os arranjos aqui presentes que aliado a um belíssimo solo de guitarra fizeram com que a canção transbordasse sentimentos. Em meio aos diversos elementos presentes destaco todo o contexto de “Caveman”, que traz uma sonoridade onde mistura ritmos tribais com o já conhecido power metal, o refrão é um destaque. Durante todo o disco é claro uma inclinação para o progressivo, e em “Always More” a banda praticamente se entrega, canção que se apresenta como uma bela balada e os vocais emotivos de Lione dão a pitada final. As duas últimas faixas são as que levam o nome do disco, a penúltima sob o título “Silence Inside” e a última como “Infinite Nothing”, a primeira em seus mais de 08 minutos temos uma canção muito técnica e com bastante variações e contratempos, com direito a belas sinfonias e muito peso oriundo dos riffs e do baixo marcante; e depois, para encerrar, temos uma linda música orquestrada que se eleva em um misto de sensações e encerra “ØMNI” de forma épica.

O Angra conseguiu grande destaque nesse disco e não poderia ser diferente diante de tudo que o álbum representou, a banda agora está dando sequência a uma gigantesca turnê mundial e quem tiver a oportunidade de presencia-los ao vivo não perca, pois certamente será uma experiência única. Não me surpreenderei se “ØMNI” for eleito o melhor álbum do ano no gênero.


Músicas:
1. Light of Transcendence
2. Travelers of Time
3. Black Widow’s Web
4. Insania
5. The Bottom of My Soul
6. War Horns
7. Caveman
8. Magic Mirror
9. Always More
10. ØMNI - Silence Inside
11. ØMNI - Infinite Nothing

Integrantes:
Fabio Lione (Vocal)
Rafael Bittencourt (Guitarra)
Marcelo Barbosa (Guitarra)
Felipe Andreoli (Baixo)
Bruno Valverde (Bateria)

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