Dimmu Borgir - “Eonian” (Noruega) (Álbum) (Nacional - 2018) (Shinigami Records/Nuclear Blast)


O Dimmu Borgir ataca novamente, e dessa vez com o full intitulado “Eonian”. Bem, esse álbum continua a ser o Dimmu dos últimos álbuns, ou seja, os bangers da vanguarda que se mantenham longe por que isso aqui vai muito além de suas compreensões (hehehe); eu, particularmente curto muito as bandas quando se mantem numa mesma linha, mas sei dividir as coisas e admitir quando uma banda, mesmo mudando de sonoridade, continua a reproduzir um som foda. “Eonian” tá muito pesado, muito atmosférico, muito orquestrado... E muito pouco black metal. Isso mesmo, a banda tá mais pra metal sinfônico do que black metal atualmente. O disco está sendo disponibilizado no Brasil pela Shinigami Records.

O frontman Shagrath continua com seu vocal inconfundível, seguindo os últimos álbuns e o chefão Silenoz mais criativo do que nunca. “The Unveiling” começa atmosférica e se mantem equilibrada até o fim, e já mostrando a linha orquestral ao qual o álbum está mergulhado. “Interdimensional Summit” ao qual inicialmente havia visto em um vídeo clip oficial no Youtube, se mostrou bem a cara do álbum, som que é banhado por bela melodias e belos arranjos, onde junta o pesado ao clássico. Os elementos de black metal são sutis e vem em alguns sons, como “Council of Wolves and Snakes” por exemplo, que traz guitarras afiadíssimas, mas com vários outros elementos, a canção vai do agressivo ao atmosférico em questão de segundos (e vice-versa). “Alpha Aeon Omega” acaba se tornando um dos sons mais sensacionais do disco; começa com um teclado atmosférico, envolvente e descamba num poderoso metal extremo, aonde a cada variação vai mostrando uma nova cara para a canção; atmosferas, melodias e instrumental fantástico. Ao todo são 10 músicas e para encerrar os músicos mandão um som instrumental que é uma obra prima; puta sentimento obscuro; puta melodias decadentes... É ouvir pra crer.

“Eonian” é um álbum pra ouvir e viajar na atmosfera que dela emana, gostaria muito que quem vira as costas pra nova fase da banda passasse a entender essa nova fase, por que vale muito a pena. A capa do disco tá bem simples e enigmática. Enfim, é um disco pra se ter orgulho de tê-lo na coleção! 

Músicas:
1. The Unveiling
2. Interdimensional Summit
3. ÆTheric
4. Council of Wolves and Snakes
5. The Empyrean Phoenix
6. Lightbringer
7. I Am Sovereign
8. Archaic Correspondence
9. Alpha Aeon Omega
10. Rite of Passage


Integrantes:
Shagrath (Vocal)
Silenoz (Guitarra)
Galder (Guitarra)

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Um comentário:

  1. Não é virar as costas, e sim buscar coisas novas e bandas mais honestas com a sua proposta musical.

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