Scalped - “Synchronicity of Autophagic Hedonism” (Belo Horizonte/MG) (Álbum) (Nacional - 2017) (Various)


Depois do bem sucedido EP Psycopath a banda lança seu primeiro álbum completo cheio de gritaria e insanidade. 

O Synchronicity of Autophagic Hedonism contém 11 faixas do mais puro death metal mineiro com músicas pesadas e muitos apontamentos à realidade mundial.

Com o pouco tempo entre uma faixa e outra, o disco possui 43 min. de um show extremo de pura profanação.

A primeira faixa, Fulminant Idiosyncrasy ” tem uma introdução fantástica que já mostra para quê os caras vieram.

Final round” é uma música apocalíptica que, como conseqüência das ações humanas, prevê (ou torce)  que tudo irá queimar e não existirá deus para chorar! A música já começa pesada e é quebradeira até o final.

Músicas como Natural Disgrace” Overpopulation” e Destruction and Chaos” escracham a realidade onde as maiores desgraças são conseqüência das atitudes humanas, além da idolatria ao dinheiro e controle midiático surgem como forma de dominação de massas. 

Natural Disgrace” em especial tem três solos de guitarra avassaladores com viradas magistrais em compasso com a bateria pesadíssima.

A música de trabalho Chemical Empire” lista de forma categórica as mazelas mundiais e atesta de forma fúnebre o império químico que domina e controla a sociedade. O solo de guitarra nessa música é incrivelmente bom.

Contem ainda as faixas Sadistic Evolution”, Fuck your Opinion” e Scalped”, onde os caras mostram uma consistência intrigante para seu disco de estréia. Além da Psychopath”, que dá nome ao EP lançado em 2014. Nessa música dá pra sentir o peso do baixo que deixa a banda coesa.

O disco encerra-se com uma música instrumental, Blood Pain and Feeling” que, mesmo com uma sonoridade mais lenta, reforça a maturidade da banda que respira rock n roll.

Os solos de guitarra, idealizados e realizados por Thiago Macedo são arrasadores do início ao fim. Os vocais que variam do pigs squeal aos guturais mais sombrios reforçam o ar ameaçador das letras que, retratam de forma violenta a realidade mundial. O inglês carregado com sotaque mineiro mostra mais uma vez que Minas Gerais têm lugar garantido na cena undergrund. A bateria é pesada e marcante que caracteriza a velha escola death metal. O baixo duro dá uma base concisa para as músicas que são realmente pesadas na medida certa do mais puro metal da morte, sem dever nada para as bandas estrangeiras.


O disco conta com a parceria de 9 selos já renomados no underground quais sejam: Songs for Satan, Cianeto, Tales from the Pit, Brothers of Metal, Violent Records, Terceiro Mundo Chaos Discos, Turbulation, Antichrist Hooligans Distro e Heavy Metal Rock.

Destaque para o excelente trabalho das capas. O novo disco tem duas capas incríveis de dois artistas diferentes. A capa 1 é de autoria do artista Pablo Míconi, enquanto a capa 2 é do artista baiano Emerson Maia.
Por: Marina Macêdo


Músicas:
1. Fulminant Idiosyncrasy 
2. Final Round
3. Natural Disgrace  
4. Overpopulation 
5. Destruction And Chaos  
6. Psychopath
7. Chemical Empire 
8. Sadistic Evolution  
9. Fuck Your Opinion    
10. Scalped 
11. Blood Pain and Feeling    


Integrantes:
Fernando Campos (vocal)
Thiago Macedo (guitarra)
Bruno Mota (baixo)
Marcelo Augusto (bateria)

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