Belphegor - “Totenritual” (Áustria) (Álbum) (Nacional - 2017) ( Shinigami Records/Nuclear Blast) - CANGAÇO RÁDIO ROCK

Belphegor - “Totenritual” (Áustria) (Álbum) (Nacional - 2017) ( Shinigami Records/Nuclear Blast)


O Belphegor é uma banda que não decepciona. Está sempre produzindo e mantendo a essência (que já virou a marca da horda), numa mescla explosiva de Death Metal com Black Metal (ultimamente soando mais death metal), e as letras sempre satânicas, infames, diretas... Como tem que ser. Os austríacos lançaram nesse ano de 2017 o novo full intitulado “Totenritual”, no Brasil está sendo distribuído pela Shinigami Records e Nuclear Blast, e é notável que alguns sons desses últimos lançamentos estão mais polidos, mais criativos, contendo mais variações, mas nada que tire a roupagem que a banda vem mantendo desde “Lucifer Incestus”(2003). “Apophis – Black Dragon” e “Spell Of Reflection” são provas do que acabei de citar acima.

O disco abre com “Baphomet” e desde os primeiros acordes já entrega qual é a banda... Alguma dúvida? Então é só aguardar pelo vocal de Helmuth que sempre se mantém inconfundível, aliando o gutural com o rasgado (que também mescla com o baixista Serpenth); “The Devil son” é uma avalanche de riffs fudidos e um refrão bem marcante, rápida do início ao fim e escrachando o lado Black Metal da banda e o batera (recém-chegado) mostrando pra que veio; “Swinefever – Regents Of pigs” traz umas variações que chamam a atenção, principalmente nos vocais, destaco também o trabalho nas guitarras que além de riffs diretos ainda apresenta belos solos. Na já citada “Apophis – Black Dragon” a banda se apresenta mais variável e traz ótimos arranjos, aliando peso e brutalidade à riffs melódicos e uma atmosfera carregada com a áurea do Belphegor que sempre conhecemos e além do refrão ser daqueles que todos irão vociferar nas apresentações ao vivo; “Totenkult - Exegesis of Deterioration” muda bastante de andamento, também traz ótimas linhas de guitarra e as partes cadenciadas é um convite a banguear sem piedade; Em meio ao caos e tormento eis que surge a calma instrumental “Totenbeschworer”, trazendo uma atmosfera que literalmente abraça o ouvinte; “Spell Of Reflection” é mais um destaque do álbum, começa com bases a lá death metal, descamba para ótimas frases (riffs e melodia) e passando pelos ótimos arranjos presentes no refrão e acaba majestosamente cadenciada; A penúltima se chama “Embracing a Star”, sendo mais calcada no Black Metal, se mostra bastante misteriosa mas acaba numa podridão tremenda, porém sempre variando pro clima tenso do início, som esse que dá emenda com o próximo...; “Totenritual”, curta e super direta. Black Metal pra ninguém botar defeito, música que exige fôlego de todos os músicos, tamanha rapidez. Encerra de forma primorosa.

O Belphegor mais uma vez detonou os tímpanos de todos com mais esse lançamento, que ainda conta com uma produção impecável e mantendo a linha nas artes de capa. Agora é esperar pra conferir toda essa atmosfera ao vivo nos shows da turnê do álbum, que já estão agendados para 2018 e com várias datas marcadas em vários estados do país.


Músicas:
1. Baphomet
2. The Devil’s Son
3. Swinefever - Regent of Pigs
4. Apophis - Black Dragon
5. Totenkult - Exegesis of Deterioration
6. Totenbeschwörer
7. Spell of Reflection
8. Embracing a Star
9. Totenritual


Integrantes:
Helmuth Lehner (Vocais, guitarras)
Serpenth (Baixo)
Bloodhammer (Bateria)

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