Miasthenia - “Antípodas” (Brasília/DF) (Álbum) (Nacional - 2017) (Mutilation Records)


Depois do magnífico “Legados Do Inframundo”(2014), eis que o Miasthenia ataca mais uma vez com “Antípodas”(2017). O que falar sobre essa banda? Porra, é um dos maiores nomes do metal negro nacional... não, mundial... A banda se destaca pela sua sonoridade única e letras abordando o paganismo sul-americano, sempre se manteve fiel às origens e que continua a se sobressair em meio a tantas coisas supérfluas que tem surgido ultimamente. “Antípodas” dá sequência ao que a horda vem fazendo em relação à temática e aqui aborda histórias que resistem ao tempo, celebrando as memórias dissidentes de reinos malditos e o legado das amazonas. O vocal de Hécate a cada álbum vem mais odioso e se destaca por ser audível mesmo rasgado, os arranjos com o teclado é a pitada marca da banda que faz emanar dos fones um clima épico e sombrio. Thormianak afiadíssimo com seus riffs estridentes alternando com partes palhetadas, levadas cadenciadas (o mesmo também gravou as linhas de baixo). V.Digger é literalmente uma máquina de transpõe as melodias para seus tambores de guerra, o que definitivamente faz o Miasthenia ser o que é.

Depois da intro “Ymaguaré” surge “Novus orbis Profanus” e daqui pra frente o ouvinte é envolvido por uma áurea brutal, graças ao instrumental aliado à temática e esse som mostra uma banda mais polida, mais trabalhada, sendo uma prévia do que tá por vir. “Coniupuyaras” é uma ode que eleva a bravura das amazonas, som que não poderia ter surgido em época melhor, e o foda é que além das letras serem vociferadas em português ainda são audíveis, mesmo com os vocais rasgados de Hécate; ainda destaco a faixa título que surge brutal e odiosa, mas que varia pra uma melodia e pagada leve com vocais limpos, varia pra uma pegada cadenciada que domina qualquer ser e a presença dos teclados contribuem muito para que isso aconteça; “Ossário” é outra que tem uma atmosfera vinda do submundo, literalmente, são riffs cortantes, cozinha brutal e o vocal como sempre se destacando em meio ao caos, esse som tem umas variações fudidas, arranjos fantásticos; Som que traz uma letra sobre bravura e resistência é “Araka’e”, também variada, partes rápidas, partes cadenciadas, atmosfera pesada, arranjos e temática perfeitos.

A gravação tá impecável, assim como a arte de capa que é simples e emblemática. “Antípodas” é um material para apreciar com calma, é um material que é preciso um tempo pra absorver todas as informações e sem sombra de dúvida é um material que vai agradar em cheio a todos aqueles que levam o metal como filosofia, como cultura. 



Músicas
1. Ymaguare
2. Novus Orbis Profanum
3. Conjupuyaras
4. Antípodas
5. Ossário
6. 1542
7. Araka’e
8. Bestiários Humanos


Integrantes:
Susane Hécate (Vocal/Teclado)
Thormianak (Guitarra/Baixo)
Nygrom (Bateria)

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