Atropina - “Porões Da Luxúria” (Teutônia/RS) (CD) (2016 - Nacional) (Cianeto Discos, Damned records, Feed Bizarre Distro, Ihells Productions, Lab 6 Music, Libertinus Records, Nuclear Music, Spricigus Metal House )


Pra mim é sempre uma experiência fudida cada vez que ouço metal vociferado em português, principalmente no segmento extremo, nada contra outras línguas, longe disso(admiro demais bandas que optam por cantar na língua oficial de seu país), mas quando ouço em português dou uma atençãozinha a mais. E é isso que o Atropina faz muito bem, metal extremo vociferado em português, banda que chegou a seu terceiro full em 2016 com “Porões Da Luxúria”, lançado pelos selos Cianeto Discos, Damned records, Feed Bizarre Distro, Ihells Productions, Lab 6 Music, Libertinus Records, Nuclear Music, Spricigus Metal House. A banda gaúcha faz death metal bruto, técnico, simples... tudo ali misturado, vocal com variações desgraçadas entre o fechado/grave e o escarrado, fantástico trabalho das guitarras e cozinha, os temas/letras em nossa língua da aquele tempero final, afinal, é possível entender tudo que se fala, tudo em meio a boa produção que caiu como uma estaca pra fincar de vez todo o contexto e fazer o material ser o que é.
Após a abertura com “Divino Aborto(intro)” surge “Degeneradas Civilizações” meio acanhada, mas que deslancha num poderoso death metal com riffs a lá black metal. Já em “Prazer Santificado” a banda flerta com o thrash metal, uma boa pegada por sinal, mas o death tá aqui, e que disposição possui o batera Mateus Perotti, simplesmente arregaça seu kit. “Porões Da Luxúria” traz uma levada mais light com riffs melódicos e obscuros, algumas variações elevando o som ao extremo, porém o sentimento obscuro sempre presente. Adiante com “Aflição Final” e uma porrada mais simples com uma paradinha pra mostrar do que o baixão é capaz. “Decadência Irreversível” retorna com uma levada melódica... cadenciada, com varrições características e  um clima arrepiante. ”Cálice Blasfêmico” dispõem de um lyric vídeo muito simples no youtube, simples igual o som, escute o disco e saberá do que falo. “Cordas De Sangue” é mais uma intro, dessa vez para apresentar “Lento Suicídio” que se mostra inspirada desde o primeiro momento, aqui guitarras e bateria se mostraram entrosados até demais, ótimos riffs, maravilhosa harmonia, e o kit sendo espancado sem remorso. A penúltima faixa chamasse “Funeral Eterno” e começa lenta (quase um doom), cadenciada, alguma elevadas, mas o clima funéreo se mantem sempre presente. E para finalizar temos “Santo De Porcelana” que é mais um ataque brutal e impiedoso, para não deixar pedra sobre pedras. Ufa, chegando ao fim o sentimento é o de ter sacado um album que não deixa a desejar em nada, até a arte de capa condiz com a temática lírica.
Uma banda que todos headbangers deveriam conhecer e possuir o material. Eu, particularmente, não a conhecia e com a bela audição que tive é inevitável que venha aquela sensação de tempo perdido(perdido?), porém nada como adquirir(ou pelo menos tentar) toda a discografia e aguardar pelos próximos lançamentos. Vai demorar pra sair de minha playlist!

Assista ao Lyric Video de “Cálice Blasfêmico”:


Músicas:
1. Divino Aborto
2. Degeneradas Civilizações
3. Prazer Santificado
4. Porões das Luxúrias
5. Aflição Final
6. Decadência Irreversível
7. Cálice Blasfêmico
8. Cordas em Sangue
9. Lento Suicídio
10. Funeral Eterno
11. Santo de Porcelana


Integrantes:
Murillo “Ogro” Rocha (Vocais)
Alex Alves (Guitarras, backing vocals)
Fernando Müller (Guitarras)
Cleomar Schmitzhaus (Baixo)
Mateus Perotti (Bateria)

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