Stoneria: Adotamos o Heavy Metal como parte de nossas vidas


Mesmo sendo uma banda com seu som calcado no Rock Nacional, o STONERIA transita por diversas vertentes, e faz isso de forma inteligente, onde chega a um ponto de ser difícil de rotular sua sonoridade.

Mas algo que os músicos têm em comum é a paixão pelo Heavy Metal e o quanto isso acaba os influenciando.

Nas linhas a seguir conversamos com o STONERIA a respeito de suas influencias, bem como o Heavy Metal, Stoner e o próprio Rock Nacional, confira:

Como vocês definiriam essa onda Stoner? Vocês se consideram uma banda dessa safra?

Arthur (Bateria): Bem, na verdade não consideramos uma onda, o estilo Stoner começou já a algum tempo, porém somente há alguns anos é que conquistou uma grande quantidade de público.

No início dos anos 90, bandas como Kyuss e Fumanchu foram umas das primeiras a serem chamadas de Stoner, talvez pelo estilo de som arrastado (Fumanchu nem tão arrastado) com faixas longas e viajantes, letras falando sobre loucuras, e bem carregadas de grave. Estas bandas tinham como maior influência Black Sabbath (fase Ozzy) e Blue Cheer. Então pode se dizer que Blue Cheer e Black Sabbath são os pais do Stoner? RSRS

O que quero dizer é que o Stoner não é novo, claro que ganhou mais visibilidade há alguns anos com algumas bandas fixadas no mainstream. Mas veja bem, estas bandas não se englobam no estilo Heavy Metal como Sabbath era inserida, e sim são bandas mais alternativas, e isso eu acho que se deve ao ambiente em que cresceram e criaram suas músicas. O ciclo se perpetua com algumas mudanças, e achamos isso ótimo!

Nem sei se o próprio kyuss quando perguntado sobre rótulos afirmou ser Stoner, e a Stoneria nem tem muito a ver com Kyuss e não nos consideramos fruto do Stoner, mas não é mentira que gostamos por de mais de Sabbath (risos).

Mesmo tendo o Rock como pano de fundo, o STONERIA tem diversas influencias do Heavy Metal, inclusive os músicos da banda são do meio Metal. Como o Rock/Heavy Metal mudou a vida do STONERIA e como foi chegar na sonoridade e manter um meio termo?

Pedro (Guitarra): O Heavy Metal exerce uma influência forte nos membros da banda, um pouco mais em uns do que em outros, mas está na veia de todos. Adotar o Heavy Metal como parte de nossas vidas, nos faz querer expressar melhor aquilo que sentimos, aquilo que queremos falar, da maneira que queremos falar. Chegar a essa sonoridade que transita entre vertentes diferentes do Rock, é algo que surgiu de modo natural. Como cada um tem suas preferências, as ideias diferem, e conseguimos juntar tudo isso em algo próprio. Não existe um método específico, algo especial que fazemos, apenas nos juntamos, cada um vai apresentando suas ideias, e vamos experimentando tudo até chegar no ponto ideal.

Quais seriam os 5 maiores discos da história do Heavy Metal na visão de vocês e qual impacto eles têm sobre o STONERIA?

Arthur (Bateria): 05 – “Piece of Mind” - Iron Maiden
04 – “Machine Head” – Deep Purple
03 – “Ace Of Spades” – Motorhead
02 – “Masters of Reality” – Black Sabbath
01 – “II” – Led Zeppelin

Sobre o meu ponto de vista eu vejo todos estes álbuns como forte influência no meu modo de compor e tocar bateria. Agora na visão de toda a banda eu creio que Black Sabbath e Led Zeppelin são os grandes mestres influenciadores do nosso som, impossível não pensar nestas bandas ao compor, no nosso caso já fazemos isso meio que por osmose hahaha. Led Zeppelin vai ainda além do som, para nós é uma grande referência em termos de espetáculo ao vivo.

Partindo para o Rock Nacional, quais seriam seus lançamentos preferidos?

JJ Zen (Vocal): O novo disco do Krisiun “Forged In Fury” está excelente! Peso na medida certa! O último disco do Titãs “Nheegatu” ficou como eles deveriam ser, Rock direto e reto com excelentes letras. Metá Metá sempre surpreendendo em cada trabalho com diversidade. Cadillac Dinossauros faz um trabalho excelente nos palcos. O show deles é melhor que o disco, grupo 100% palco. Elza Soares lançou “A Mulher do Fim do Mundo” e foi chocante o show deste disco, que passa longe do samba que conhecemos, pois ela inovou 100% musicalmente, além das letras acidas e críticas sobre preconceito, favela e violência com a mulher. Escutar que “A carne mais barata no mercado é a carne negra” ao vivo é de arrepiar!

E sobre influencias, o que o STONERIA ouve quando está fora do palco?

Pedro (Guitarra): Nós temos a sorte de sermos um time eclético. Claro que o Rock está enraizado na nossa alma, mas gostamos de ouvir coisas bem variadas. Vai do samba até o Metal mais carregado, passando por um som mais alternativo, Punk, psicodélico, Stoner, enfim... e isso acaba refletindo na nossa maneira de tocar.

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Fonte: www.heavyandhellpress.com.br

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